O que é matéria? ou O mistério do vazio que nos cerca

Dando a cara a tapa

De maneira intuitiva, todo ser humano tem seus primeiros contatos com o mundo através dos sentidos. Desde o útero materno até a velhice, passamos todo o tempo em interação constante com aquilo que nos cerca. Sentimos, pegamos, vemos, ouvimos e experimentamos um sem número de sensações a partir do contato com outras pessoas ou objetos. A tudo isso que está ao nosso redor damos o sintético nome de “matéria”.

Mas o que é matéria?

Do ponto de vista vernacular, o problema é zero. Matéria é qualquer coisa corpórea, ou, mais sinteticamente, algo do qual outra coisa é feita. Do ponto de vista físico, no entanto, o problema fica mais complexo.

De maneira geral, aceita-se a idéia de que “matéria” é tudo aquilo que ocupa espaço e possui massa em estado de repouso. Desde que os gregos criaram o conceito de “átomo”, a ciência trabalha com a noção de partículas elementares…

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Erros (e acertos) de Marx

O futuro é imprevisível e possui múltiplos sentidos.

Essa perspectiva parece óbvia para nós hoje,  mas Marx e Engels lançaram o Manifesto Comunista acreditando que toda a história da humanidade tinha sentido único.

E ainda –  Marx e Engels achavam que tinham descoberto esse único sentido que acreditavam ser passível de previsão.

Se para nós o futuro é imprevisível e possui múltiplos sentidos é porque já entendemos o mundo a partir do paradigma dos relativismos.

A teoria da relatividade de Albert Einstein demonstrou com clareza como o tempo [e por conseguinte a história] não é universal, mas sim  relativo ao ponto de vista do observador. Isso significou não só a mudança de perspectiva de como o homem observa  os fenômenos físicos, mas também influenciou o entendimento dos fenômenos da experiência humana estudados nos rol dos relativismos que impactaram a percepção do campo social:  relativismo linguístico, relativismo cognitivo,  relativismo psicológico e  relativismo cultural.

[Sobre o “Relatividade e relativismo: Einstein e a teoria social” indicamos o artigo disponível no link https://mwba.files.wordpress.com/2010/03/2009-almeida-relatividade-e-relativismo-einstein-e-a-teoria-social-tempo-brasileiro.pdf ]

No passado Karl Marx não considerava a lógica relativista, mas teleológica. Isso quer dizer que ele defendia que toda a nossa história só poderia marchar mais ou menos de pressa para apenas um destino final. Essa teleologia reduziria toda a história da humanidade para os marxistas: “A história da sociedade até aos nossos dias é a história da luta de classes.”(Karl Marx)

A crença de que a história é algo universal levou uma considerável parte dos marxistas a tentar antecipar o futuro da humanidade: “A verdadeira história da humanidade irá começar”(Karl Marx)

Para os adeptos da teoria de Karl Marx a classe operária seria protagonista dessa antecipação por meio de uma revolução do proletariado que seria positiva para humanidade.

Assim, além de reducionista a sua teoria era otimista em demasia. Só haveria um futuro para humanidade: a libertação de si mesma – o comunismo.

Não é preciso enumerar os erros que derivaram da falsa premissa de Marx de que há apenas um futuro adiável e certo. A própria propaganda anti-comunista distribuída pelos principais órgãos de comunicação do mundo já se encarrega de descrever os prejuízos diante das interpretações imponderadas da filosofia de Karl Marx.

Karl Marx escreveu com quantidade. Se errou muito, também acertou muito.

São inúmeras as relevantes concepções marxistas que fazem parte do nosso cotidiano. Por exemplo podemos apontar:

a)Ativismo: Os filósofos [e muitos pensadores] não aplicavam sua teorias filosóficas na prática. O ativismo só existe hoje em grande medida, porque Karl Marx propôs que os filósofos deveriam partir para a aplicação de suas teorias. Ele mesmo fez isso: “As idéias nada podem realizar. Para realizar as idéias são necessários homens que ponham a funcionar uma força prática.” (Karl Marx)

b)Ambientalismo: Problemas ecológicos graves hoje tem origem na exploração dos recursos naturais de maneira irresponsável visando apenas o lucro e nada mais. Karl Marx foi um pioneiro ao apontar que a origem dos problemas estava na relação da sociedade do capital (e indústria) e sua relação com a natureza. Ele entendia a relação natureza-homem pelo seguinte viés: “O ser humano vive da natureza significa que a natureza é seu corpo, com o qual ele precisa estar em processo contínuo para não morrer. Que a vida física e espiritual do ser humano está associada à natureza não tem outro sentido do que afirmar que a natureza está associada a si mesma, pois o ser humano é parte da natureza.”(Karl Marx)

c)Direito de igualdade: A pobreza vem aumentando no mundo e a desigualdade também. Esse combate contra as desigualdades é um dos legados positivos da filosofia de Karl Marx. A igualdade marxista é concebida nos seguintes termos: “De cada um, de acordo com suas habilidades, a cada um, de acordo com suas necessidades.” (Karl Marx)

d)Alienação e Consumismo: Karl Marx afirmava que quanto mais temos menos somos. Ele afirmava que a população é chamada a consumir, mas que é reprimida quando quer tomar rumos políticos que não interessam aos patrões. O proprietário dos meios de produção seria inteiramente ocupado em manter seu status e sua família seria movida apenas por interesses: “A burguesia rasgou o véu de emoção e de sentimentalidade das relações familiares e reduziu-as a mera relação monetária” (Karl Marx)

Por um lado, no campo da política partidária, o marxismo nos permite observar um verdadeiro catálogo de erros. Por outro a palestra do pensador marxista Alysson Mascaro  – que está disponível acima – é um exemplo de como o legado de Karl Marx chega ao século XXI com vitalidade no campo do Direito.