Para além da letra morta (A validade da intervenção tecnológica)

O Código de Kevin. O Código de Hammurabi. Os Dez Mandamentos. Os Livros Sagrados. A Bíblia Sagrada. Tradições baseadas no bem e no mal tem influenciado nossa justiça.

Apesar de todos os benefícios dos livros acima citados ainda não verificamos uma influência no sentido impedir delitos, mas apenas em (re)categorizar o certo e o errado. Isso significa, por exemplo, que nos países cristãos não se cometem menos crimes que países com outra identidade religiosa. O que existe de fato é a influência das tradições religiosas em relação as tradições jurídicas.

Do ponto de vista tecnocrata é possível ir além dessas cartilhas que se restringem a dizer não faça isto ou faça aquilo – para então depois punir:

É possível criar mecanismos que impeçam o que é indesejável.

Um exemplo seria o Código do Trânsito.

No sistema da cartilha o carro derrapa mesmo com a placa alertando para a curva e pessoas podem morrer em um capotamento.

E fica tudo por isso mesmo? Aceitaremos que os sujeitos mereceram morrer porque desobedeceram ou foram desatenciosos?

Do ponto de vista ecotecnocrata é possível instalar mecanismos tecnológicos que impeçam o acidente.

Assim o carro e a via poderiam ser ajustados com tecnologia aplicada para impedir o automóvel de capotar e proteger as vidas das pessoas.

Esta é a diferença entre o dispositivo que está escrito na letra morta e o dispositivo que atua tecnologicamente:

Por um lado as abordagens puramente moralistas são incapazes de manter a ordem e evitar a violação da lei, pois o cumprimento das normas é baseado em preceitos morais que não são passíveis de serem materialmente manipulados.

Por outro a perspectiva ecotecnocrática permite que as pessoas – através da aplicação da ciência – façam uma intervenção diretamente na realidade tendo em vista solucionar o problema objetivamente.

Em uma dimensão global poderíamos imaginar que o carro representa nossas instituições, a via o nosso caminho político-econômico e as pessoas corresponde a toda humanidade – Ampliando as questões: Estamos indo na direção da crise ecologicamente manejável ou marchamos ao biocídio coletivo? Há dispositivo tecnológico para nos proteger da crise político-econômica e da catástrofe ambiental? Se não existe ainda: Por que não criá-lo?

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